NotíciasSem categoria

Dilma defende os direitos reprodutivos e sexuais das mulheres

No chamado Rascunho Zero do documento que os chefes de Estado e de governo lançarão na Rio+20, o parágrafo que tratava do assunto foi retirado por conta de fortes pressões exercidas por lideranças religiosas de diversas crenças.
Dilma, ao participar deste fórum feminino não perdeu a oportunidade de exaltar os avanços obtidos por seu governo na ampliação dos benefícios e direitos das mulheres e crianças, que definiu como “as grandes faces da pobreza no mundo”. Mas, em tom enfático, ressaltou que o Brasil e todos os demais países do mundo ainda têm muito a caminhar nessas questões.
Ela também criticou a postura intransigente das nações em outros encontros, como a Conferência de Copenhague, em 2009, na qual deveria ter sido estabelecido um documento oficial, mas, como disse a presidente, “infelizmente não foi possível tirar uma linha”. O documento da Conferência de Copenhague deveria substituir o Protocolo de Kioto, que trata das questões climáticas. 
Em contrapartida, parabenizou a ex-presidente chilena Michele Bachelet, hoje diretora executiva da ONU Mulheres, pelo documento extraído no encontro feminino da Rio+20. O documento, como ressaltou, foi feito apesar de todas as posições divergentes surgidas no encontro.
“Nós merecemos dar os parabéns a Michele Bachelet, entre todos os países aqui representados. Se nem todas as minhas posições ou a de cada um dos aqui presentes [estão contempladas], é porque, quando se tem posições multilaterais, é preciso respeitar a posição dos outros”, alfinetou. 
O respeito às posições diferenciadas, como disse, nem sempre ocorreu. “Estou expressando a importância do multilateralismo como uma forma de relação entre os povos e governos. Até 20 anos atrás, havia a prática do bilateralismo e das posições hegemônicas”, concluiu.
(Jornal do Brasil)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *