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Após 8 anos, Camaçari terá eleição com ares de referendo

Depois de dois mandatos do prefeito Luiz Caetano (PT), Camaçari vai às urnas em outubro numa eleição com ares de referendo. Ao ungir como candidato um membro da burocracia petista neófito nas urnas – o ex-secretário de relações institucionais Ademar Delgado –, Caetano aposta na própria popularidade para fazer o sucessor. Tentará polarizar a eleição entre os que aprovam e os que desaprovam a sua gestão.
O prefeito joga 2012 com os olhos em 2014. Sabe que uma derrota em Camaçari será o fim do seu desejo por uma possível candidatura ao governo do Estado.  A oposição, contudo, promete dar trabalho e coloca três nomes como possíveis opositores à candidatura petista:  a vice-prefeita Tereza Giffoni (PSDB), o vereador Zé de Elísio (PP), além do engenheiro Maurício Bacelar (PTN).
O desafio para os oposicionistas é chegar a um consenso até o final deste mês para afunilar as três pré-candidaturas, já que a eleição em Camaçari acontece em um só turno. Um acordo selado no início do ano prevê a união em torno do nome que estiver mais bem postado nas pesquisas e mais conseguir agregar  outros partidos.
Neste cenário, Maurício Bacelar sai na frente com a adesão já confirmada do PTB, PPS, além ex-prefeito José Tude,  recém-filiado ao PTN. O partido também está com negociações avançadas com o Democratas. Já o PP de Zé de Elísio também se movimenta e já conquistou o apoio do PMDB. A tucana Tereza Giffoni ainda não conquistou aliados, mas conta com a força do PSDB em nível nacional. “Minha candidatura interessa ao partido por conta da  importância de Camaçari”, destaca.
Unidos ou separados, os oposicionistas prometem bater forte nos indicadores sociais do município, sobretudo na educação, saúde e desenvolvimento urbano. “O grande desafio do próximo prefeito será  dar mais qualidade de vida para as famílias de Camaçari”, destaca o pré-candidato Maurício Bacelar.
O vereador Zé de Elísio, por sua vez, critica  a forma de governar do prefeito. E provoca, lembrando que Camaçari não tem tradição de o prefeito eleger sucessor. “Esta tradição será mantida porque Caetano esqueceu da cidade. Ele só pensa em ser governador”.
Continuidade – Candidato petista à sucessão em Camaçari, Ademar Delgado vê a eleição deste ano como um desafio e, para isso, já fechou uma aliança com 17 partidos que fazem parte da base do prefeito Luiz Caetano. “Creio que o tema central da campanha será o modelo implantado pelo PT no Brasil, na Bahia e em Camaçari”, destacou, defendendo que a eleição municipal não estará isolada do contexto nacional.
Ademar, que deixou o cargo  de secretário na prefeitura esta semana,  admite o caráter de continuidade da sua candidatura e de um possível mandato a partir de 2013. “Não podemos permitir que os projetos implantados na cidade andem para trás”, pontuou, classificando Caetano como melhor prefeito de Camaçari dos últimos 30 anos: “Queremos superar e fazer uma gestão ainda melhor”.
PT quer manter comando da cidade – Ungido pelo prefeito Luiz Caetano, o ex-secretário de Relações Institucionais da prefeitura Ademar Delgado vai representar o PT na eleição numa aliança com 17 partidos.
Vice-prefeita quer entrar na disputa – Rompida com o PT, a vice-prefeita Teresa Giffoni trabalha para viabilizar seu nome para a sucessão. Negocia o apoio do DEM e do PPS para formar uma coligação.
Vereador é nome do pp para eleição – Presidente da Câmara Municipal, o vereador Zé de Elísio é a aposta do PP para Camaçari. Ele já selou aliança com PMDB  e trabalha para atrair outros partidos para a chapa.
PTN articula  união das oposições – O engenheiro Maurício Bacelar (PTN) articula-se para unir as oposições em Camaçari em torno do seu nome. Conta com o apoio do ex-prefeito José Tude, também no PTN.

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