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Pelegrino e ACM Neto se enfrentam em debate

A campanha eleitoral deste ano começa apenas em julho próximo, mas em Salvador  o clima vem esquentando e o primeiro debate já aconteceu.
Em participação simultânea no programa Raio X, da rádio Itaparica FM, ontem, os pré-candidatos à prefeitura da capital baiana Alice Portugal (PCdoB), ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) deixaram de lado o discurso acerca dos problemas da cidade e partiram para o confronto. O ponto de erupção se deu mesmo entre Neto e Pelegrino. 
Em alusão ao chamado ‘carlismo’ (período de quase duas décadas no qual o ex-governador Antonio Carlos Magalhães (ACM) foi considerado o político mais influente do Estado), o petista investiu contra o adversário dizendo que Salvador “não quer voltar ao passado”. Mais além, Pelegrino provocou Neto dizendo que ele tenta “esconder a própria história”. 

O pré-candidato do DEM não deixou barato. “O deputado Nelson Pelegrino critica tanto o passado, mas aceita o apoio dos ex-governadores César Borges (PR) e Otto Alencar (PSD). Das duas uma: ou ele tem que rever o que pensa do passado ou não aceitar esses apoios”, respondeu ACM Neto. 
 
Pelegrino não perdeu a oportunidade de bater na tecla de que o DEM, que ajudou o prefeito João Henrique a se reeleger em 2008 e manteve quadros na administração até o mês passado (Cláudio Tinoco, ex-presidente da Saltur; e Leo Prates, ex-assessor especial de João). Na tréplica, o candidato do governador Jaques Wagner (PT) afirmou que ACM Neto “administrou” a cidade ao lado do prefeito. 
 
“Todos os partidos tiveram uma participação na gestão de João Henrique. O que importa é o tamanho dessa participação. O Democratas só ocupou a Saltur. Já o PT teve várias secretarias na primeira administração de João Henrique”, disse Neto. 
 
Voltando à disputa na sucessão do Palácio Thomé de Souza, o clima tende a esquentar. A vinte dias do início do período das convenções partidárias, tanto governistas quanto oposicionistas vivem dias de indefinição quanto às alianças. 
 
De certo, até então, tem o DEM com o apoio do PSDB e o PT que conta com o apoio do recém-criado PSD, comandado pelo vice-governador Otto Alencar, a Nelson Pelegrino.(Tribuna)

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