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Lesão por esforço repetitivo é a maior causa de afastamento do trabalho no país

Segundo dados do Ministério da Saúde, a lesão por esforço repetitivo (LER) é uma dos transtornos relacionados ao trabalho mais comuns no Brasil, respondendo por pouco mais de 70% dos casos de doenças ocupacionais registrados pela Previdência Social entre 2001 e 2006. Estima-se que, todo ano, 130 mil pessoas sejam obrigadas a se afastar de seus empregos por causa do problema. 
Entre as classes mais afetadas estão profissionais que atuem em linhas de montagem, dentistas – que ficam com a coluna inclinada por um longo tempo -, e pessoas que têm no computador seu principal instrumento de trabalho. A popularização da informática a partir dos anos 1980 coincide com o crescimento vertiginoso do número de diagnósticos. Atualmente, a LER é considerada uma epidemia em diversos países.
Os principais sinais da enfermidade são dores e inflamações nas áreas afetadas, semelhantes às relatadas por pacientes com reumatismo, limitação nos movimentos dos dedos e braços, sensações de enrijecimento e fraqueza muscular, formigamentos e incômodo ao segurar objetos. Além disso, a dificuldade na realização de tarefas cotidianas faz com que alguns desenvolvam problemas psiquiátricos e precisem de acompanhamento específico.
Na maior parte das ocorrências, as dores são revertidas com repouso aliado a analgésicos, antiinflamatórios e sessões de fisioterapia. Em episódios mais severos pode ser necessário usar corticoides ou até submeter o paciente a procedimento cirúrgico. No entanto, o mais importante é adotar medidas preventivas, que também evitam o retorno dos sintomas. 
Todas são simples e não requerem muito tempo. Pessoas que ficam sentadas durante várias horas devem manter as costas eretas, os pés apoiados no chão e ficar a uma distância de cerca de 60 centímetros do monitor. Também é indicado beber água ao menos uma vez a cada hora, bem como fazer alongamentos e dar pequenas caminhadas periodicamente.
(Jornal do Brasil)

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