Corte seco

Exaustivamente anunciada nos quatro cantos do mundo, a crise mundial chegou ao orçamento da Bahia. E para enfrentar o momento que não inspira segurança, o governo baiano anunciou nessa segunda (2), um corte de R$ 783 milhões no orçamento do estado para 2012. A notícia foi dada pelos secretários da Fazenda, Carlos Martins, do Planejamento, José Sergio Gabrielli, e da Administração, Manoel Vitório. De acordo com eles, a medida foi adotada de forma preventiva para “enfrentar as incertezas econômicas geradas pela crise internacional”.
O valor equivale a 2,7% do Orçamento 2012, que passa de R$ 28.951 bilhões para R$ 28.168 bilhões. Serão retirados R$ 146 milhões do orçamento com manutenção, R$ 414 milhões do Plano Plurianual Participativo (PPA) e R$ 223 milhões de operações especiais. Conforme o governo, as ações voltadas para o enfrentamento da seca, além de programas prioritários, não serão atingidas.
A medida já era esperada, pois Carlos Martins já tinha dito em outras ocasiões que a Bahia iria se precaver sobre os efeitos da crise contendo o gasto público e selecionando os investimentos.
Áreas essências estão livres de corte
Eles disseram ainda que a decisão sobre como se dará o ajuste será feita em conjunto com cada secretaria específica, que deverá definir com base numa avaliação de prioridades. De acordo com o governo, ficou estabelecido que os ajustes serão menores ou inexistentes nas chamadas áreas fins, que prestam atendimento social, como educação, saúde e segurança e serão maiores nas áreas meio, que não afetam a população.(247)

