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Conselho da ONU aprova envio de mais 300 observadores à Síria

O Conselho de Segurança da ONU adotou por unanimidade no sábado uma resolução russa-europeia que autoriza o envio à Síria de um contingente inicial de até 300 observadores militares desarmados por três meses, para monitorar o frágil cessar-fogo, que começou há uma semana.
A aprovação veio horas depois que monitores da Organização das Nações Unidas (ONU) visitaram a cidade de Homs, no sábado, depois de meses de bombardeios.
Ativistas da oposição disseram em Homs, epicentro da revolta de 13 meses contra o presidente Bashar al-Assad, que os bombardeios e tiroteios pararam pela primeira vez em semanas, antes que as autoridades sírias autorizassem a entrada dos monitores na cidade.
A resolução disse que o envio da missão da ONU, que será chamada de UNSMIS, será “objeto de avaliação do secretário-geral (Ban Ki-moon) de acordo com desenvolvimentos importantes no local, incluindo o fim da violência.”
A decisão do Conselho também alertou que o fim da violência por parte do governo e da oposição está “claramente incompleto” e advertiu que o grupo de 15 nações poderá adotar “novas medidas”, caso suas exigências não sejam cumpridas.
A resolução de sábado pressiona tanto o governo da Síria quanto a oposição para que eles interrompam os confrontos que já mataram milhares de pessoas desde o início da revolta.
A decisão do Conselho de condicionar a chegada dos monitores do UNSMIS à avaliação de Ban sobre o cumprimento da trégua reflete o fato das delegações dos EUA e da Europa estarem preocupadas com o fracasso do governo da Síria em conter a violência e retirar as tropas e o armamento pesado.
Um grupo de monitores esteve no país durante uma semana, como uma equipe de reconhecimento, enquanto diplomatas produziam o acordo para o envio de centenas de monitores. Durante esse tempo, o cessar-fogo não conseguiu acabar com a violência nas partes mais atingidas do país.
Ativistas disseram que os bombardeios só diminuíram para dar a impressão de que o governo estaria cumprindo a trégua mediada pelo enviado Kofi Annan e que eles imaginavam que os bombardeios recomeçariam assim que os monitores saíssem do país.(Reuters)

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