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Privataria baiana

Privataria baiana

Ainda no embalo da super vendagem do livro A Privataria Tucana, que há 10 semanas está entre os mais vendidos do país, e aproveitando sua presença em solo baiano, o autor da obra, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., disparou: “O povo baiano foi vítima de muito roubou e lavagem de dinheiro, como na venda da Coelba”. A declaração foi dada durante audiência pública sobre o livro, que aconteceu na noite desta quinta-feira (1), no auditório do Hotel Fiesta, em Salvador. Petistas de primeira hora compareceram em peso ao evento, organizado pelo deputado estadual e ex-prefeito do município de Alagoinhas, Joseildo Ramos (PT).
Sobre o livro, resultado de dez anos de um minucioso trabalho investigativo sobre os bastidores da era das privatizações, Ribeiro destacou a privatização da Coelba como um dos temas mais importantes entre os abordados. “Tá provado que gente ligada a José Serra fez lobby e ganhou propina na venda da empresa ao grupo espanhol Iberdrola, além disso, Alexandre Bourgeois, genro de Serra, criou um fundo de investimentos na cidade de Trancoso, onde posteriormente sua mulher comprou uma casa”.
Repercussão
Ribeiro falou ainda da enorme repercussão que o livro teve na vida política do país. “Com certeza mexemos na rotina dos partidos políticos, a esquerda se aglutinou mais e a imprensa tirou o véu de santidade que usava. Quem pensa que os tucanos pararam de privatizar, está enganado, viajo o país inteiro e vejo o  governo do Pará querendo privatizar a saúde, o de Minas privatizando presídios e assim vai”, afirmou.
Questionado se poderia escrever um livro sobre a “Privataria Petista”, Ribeiro foi enfático: “Claro que sim, basta serem detectadas irregularidades e eu ter provas”. Ele ainda criticou a impunidade dos envolvidos no esquema das privarizações no Brasil, “Na Argentina de Menem e no Peru de Fujimori eles pagaram, só no Brasil que os culpados ainda estão soltos”.
Petistas na área
Quem tratou de garantir seu exemplar do livro e pegar autógrafo foi o deputado federal e pré-candidato a prefeito de Salvador, Nelson Pelegrino (PT). Todo animado, ele falou sobre a fragmentação da oposição nas eleições de 2012. “Parece que a tão falada união do bloco oposicionista não vai sair, mesmo porque o grande problema de 2012 é 2014. O PMDB não vai apoiar o DEM e vice-versa, isso já estava claro”. 
Ele ainda falou da vinda de José Sérgio Gabrielli para compor a equipe do governo Jaques Wagner. “É um grande quadro, vem pra somar, ele poderia ser ministro, secretário ou o que quiser, tem competência pra isso”, opinou o deputado.
Já o também deputado federal Daniel Almeida (PC do B), acredita que a oposição vai ser derrotada, saindo unida ou não, e garantiu a candidatura de Alice Portugal ao Palácio Thomé de Souza. “Não há diálogo com o PT, se Pelegrino quiser apoiar Alice, aí a gente aceita, mas o PC do B vai para o segundo turno, com certeza”. Almeida disse estar empolgado com a chegada de Gabrielli para assumir a secretaria de Planejamento do governo estadual, “Ele é sensacional, um grande nome, competente e sério”, afirmou.
Vereança
Outra que marcou presença foi a vereadora Vânia Galvão (PT). Ela chegou logo cedo e falou sobre a apresentação do relatório parcial das contas da prefeitura de 2011. “Claro que o secretário Joaquim Bahia é competente, mas existem as contas de 2009 e essas precisam ser votadas. Acredito que já na próxima semana conseguiremos encaminhar a votação, isso é algo urgente”, afirmou a edil. Vânia garantiu que vai tentar se reeleger em outubro.
Colega de vereança de Galvão, Olívia Santana (PC do B) não poupou críticas ao governo João Henrique. “Parece que as finanças da cidade estão num céu de brigadeiro, mas cadê os investimentos em saúde, educação, saneamento? Eles disseram que há erros, então o caminho é reprovar as contas do prefeito”, avaliou.(247)

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