“Foi uma decisão unilateral”

Ele afirmou ainda que sua saída deveria ter sido comunicada e discutida com o PT. A reportagem questionou, então, se o governador não o teria feito. “Se ele conversou, foi uma coisa muito alheia… Mas tinha que ser comunicado porque eu fui indicado pelo PT”.
Zezéu não escondeu a insatisfação, mas disse que não está zangado. “Não tem zanga, mas saio sem ter conseguido materializar as coisas que foram planejadas pela secretaria enquanto fui o gestor e saio sem poder consolidar as políticas de desenvolvimento que criamos. Não vou poder colher os frutos que darão para o bem estar dos baianos. Sinceramente isso dá um sentimento de frustração”, lamentou o secretário.
O petista avaliou ainda que a mudança fragiliza o governo Wagner, por conta de já ser a quinta (e contando com as que virão). “Essa rotatividade é ruim”. Zezéu tentou esquivar quando o questionamento foi a decisão do governador de escolher Gabrielli para comandar a pasta do Planejamento, mas não resistiu. “Ele foi presidente da maior empresa da América Latina e fez um bom trabalho. Não tenho dúvida de que ele é competente. Agora, ele só não pode é achar que vai resolver os problemas do mundo”.
Com o retorno de Zezéu Ribeiro à Câmara Federal, o próximo suplente da coligação governista nas eleições proporcionais de 2010 (PT/PRB/PP/PDT/PHS/PSB/PCdoB) a voltar para casa é Joseph Bandeira.
Além da Seplan, as mudanças no secretariado do governador acontecerá de certo na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), em virtude da candidatura do secretário Carlos Martins à Prefeitura de Candeias. No rol das especulações, está ainda o petista Carlos Brasileiro, que comanda a pasta de Combate à Pobreza e pode ser candidato a prefeito de Senhor do Bonfim.(Bahia)

