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E o estaleiro da TWB em ITAPARICA? Vai sair? Seria um sonho???!!!!!


Foto Com o lançamento da pedra fundamental do Estaleiro do Paraguaçu, anucaiada para o dia 31 deste mês, leitor do JORNAL DA MÍDIA questiona:

Cadê o estaleiros que a paulista TWB anunciou, em novembro de 2010, que iria construir junto ao Terminal de Bom Despacho para empregar “milhares de nativos da Ilha”?

Bem lembrado.

A TWB chegou a obter aprovação da Câmara de Vereadores de Itaparica para começar a construir o equipamento. Os vereadores amigosaprovaram por unanimidade.
O projeto era mirabolante e previa até construção de embarcações para o Pré-sal. Acreditem, caros leitores, é verdade. A TWB pretendia construir unidades para a Petrobras e dizem que chegou a bolar um lobby na esfera governamental para ver seu ”pleito” atendido. Comentou-se até, na época, que um atual deputado estadual petista ligado ao setor petrolífero estaria empolgado com o ”projeto”.
Ainda bem que o Governo do Estado saiu literalmente debaixo. Saiu ou descobriu a tempo que poderia ser uma fria.
Uma empresa que explora o sistema ferryboat sem pagar um centavo sequer ao Estado, que lucra líquido perto de R$ 25 milhões por ano e que deixa o patrimônio público apodrecer não poderia ser levada a sério quando o assunto é a implantação de um equipamento do porte de um estaleiro. Nada aqui contra a concessionária paulista das três letrinhas, tão querida de setores do governo por seus ”inestimáveis serviços” e tão rejeitada pela população. Absolutamente nada!


Somos contra, sim, aos métodos, ao tráfico de influência, a incapacidade e a incompetência na gestão de um serviço essencial para os baianos. Não é com propaganda enganosa que ocorrerá a melhoria do sistema ferryboat.
Consideramos até bonitinho, o slogan ”TWB, construindo o presente a favor do futuro” adotado pela concessionária. Interpretado ao pé da letra, reflete com incrível precisão o histórico conturbado de atuação da empresa paulista na Bahia.
Pelo visto, a TWB vai continuar usando como estaleiro para fazer pequenos reparos nas embarcações do ferryboat os manguezais da Baía de Aratu. Ou a praia de Gameleira. Uma prática condenável, que acaba com a estrutura das embarcações, que agride o meio ambiente.
E o que é mais grave: a irregularidade não é levada em conta pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e muito menos pela Secretaria do Meio Ambiente. E a autoridade marítima, a Capitania dos Portos, assiste. Mês passado, a TWB encalhou dois navios consecutivamente em um manguezal de Aratu, a Capitania foi informada, mas fingiu que não viu. E a Seinfra nada fez e teria, segundo se informa, até impedido a Agerba de tomar alguma providência.
E é assim que o patrimônio público é sucateado, é dilapidado. Depois fica mais fácil para os governantes levantarem justificativas e recursos para mandar a TWB construir novos barcos. Basta mostrar para a população o estado lastimável das embarcações e o caminho estará aberto para a injeção do dinheiro público em um serviço lucrativo explorado pela iniciativa privada. Uma vergonha! (Jornal da Mídia)

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