PolíticaSem categoria

Cresce expectativa para vaga na Sefaz

Apesar da expectativa em torno dos números e das contas do Estado, os bastidores da audiência com o secretário da Fazenda, Carlos Martins (PT), foram marcados pela especulação em torno do nome que irá substituir o titular da Sefaz, após sua desincompatibilização do cargo para disputar a eleição em Candeias. A probabilidade de anúncio de um novo nome e o clima de despedidas de Martins, já que esse foi o seu último evento como executivo do governo, movimentaram as conversas no Legislativo.

Na bolsa de apostas, cresceu o nome do superintendente da Caixa na Bahia, Aristóteles Alves, presente no ato realizado no Plenarinho da Casa. Além dele, continuam no páreo o atual secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, e o subsecretário da própria Sefaz, Carlos Alberto Batista.

Há burburinhos também sobre a possibilidade de um dos secretários da equipe do governador Jaques Wagner (PT) acumular a gestão de duas pastas. Também tem sido sondado o nome de Cláudio Meireles, da Superintendência Tributária da pasta. Não está descartado que o anúncio saia até o fim desta semana, conforme a Tribuna antecipou.  

Mas o superintendente da Caixa, por estar presente ao ato, foi o mais cogitado por parlamentares. A conversa foi desfeita pelo líder do governo na Casa, deputado Zé Neto (PT), que tratou de desconversar sobre a hipótese. “Cada movimento no seu momento. Nada de agonia”, disse. Segundo ele, esse processo tem sido conduzido pelo governador Jaques Wagner (PT).
 
Martins confirmou que a avaliação apresentada no Legislativo foi um de seus últimos atos como secretário, já que a partir do dia 30 estará deixando o posto. “Ainda não tem data fixa para minha saída, mas estou à disposição para cumprir o prazo máximo, até quando o governador tiver o nome”, afirmou.

Martins disse que não fez nenhuma indicação a Wagner em relação ao assunto. “Fica a cargo do governador”, resumiu. Diante dos deputados, o secretário mostrou os resultados do último quadrimestre de 2011.

Segundo ele, o Estado conseguiu cumprir as metas estipuladas pela Lei de Responsabilidade Fiscal e teve um incremento de 8,91% na arrecadação. Foram aplicados recursos acima do mínimo exigido nas áreas de educação com 25,79% quando o limite é 25,0% e saúde, quando o valor menor deve ser até 12%.

“Tivemos um bom incremento na arrecadação, mesmo em um momento de incertezas”, frisou Martins. Os oposicionistas, ao questionarem o relatório, enfatizaram que o governo “gasta mal”, inclusive tem perdas em setores essenciais como saúde e segurança. Conforme Martins, os resultados demonstraram a “saúde” financeira do Estado e dívida “declinante”, junto à capacidade de operacionalizar créditos.

O titular ainda se referiu à tomada de empréstimos de US$ 700 milhões junto ao Banco Mundial, projeto que teve a urgência aprovada na AL. O líder da oposição, Paulo Azi (DEM), questionou o fato de o governo buscar recursos externos para “tapar buracos”. A declaração foi refutada de pronto por Martins(Tribuna)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *