Neto diz que apoiaria Leite para Presidência se tucano fosse candidato

Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) disse que, se o ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), fosse candidato à Presidência, poderia apoiá-lo na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano. O PSDB, no entanto, decidiu não lançar nenhum nome para presidente da República, e irá apoiar a senadora Simone Tebet (MDB).
“A minha preferência dentro do PSDB era Eduardo Leite. Nunca escondi isso. Talvez, se o PSDB tivesse escolhido ele, até aqui na Bahia, em termos de posicionamento presidencial, fosse outro, porque eu acreditava em Eduardo como alternativa para a terceira via, com a perspectiva de crescimento bem maior do que outros nomes. Mas, enfim, não adianta voltar atrás. Agora, é olhar para frente”, disse ACM Neto.
O pré-candidato a governador tem dito que não apoiará ninguém na disputa presidencial no pleito deste ano, e que terá um palanque aberto. Diante da decisão do PSDB de não lançar candidato a presidente da República, Eduardo Leite anunciou que vai tentar novamente um mandato como governador do Rio Grande do Sul. “Comunico hoje (segunda-feira) aos gaúchos e gaúchas que sou pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Essa é uma decisão coletiva do meu partido junto com meu governador Ranolfo, como foram todas as outras decisões que tomamos nos quatro anos de governo”, disse o tucano nesta semana.

Polarização

ACM Neto se mostrou descrente na possibilidade de surgir uma alternativa à polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste ano.
“Eu não tenho bola de cristal. Eu não sei se esse vai ser o quadro em 2 de outubro. Hoje, nós vivemos essa realidade de uma polarização, de ter de um lado Lula e do outro Bolsonaro. Eu que sou um sujeito muito atento a dados, a números, não posso deixar de constatar, por exemplo, que, quando você olha todas as pesquisas nacionais, apenas do que existe de votação espontânea de votos, que é um voto mais decidido, mais certo, entre os dois, já tem 70% de intenções de votos mais ou menos. É muita coisa. Se perguntar, a lógica, o mais provável hoje é que essa polarização se estenda até 2 de outubro. Entretanto, na política, tudo pode acontecer. Em 2014, infelizmente, caiu um avião e matou um dos pré-candidatos (Eduardo Campos) e mudou a eleição. Em 2018, veio uma facada em setembro, e mudou a eleição. Espero que não caia avião, nem facadas, mas o fato concreto é que, em quase 4 meses, muita coisa pode acontecer, dentro e fora da política”, disse Neto.

Por Rodrigo Daniel Silva

Tribuna da Bahia

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