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O Matuto: Com o povo da roça o ponto é no ‘i’

“Veja só nós aqui na roça tem costume de tirar retrato com muita gente, com muito bicho do lado também, a gente tira retrato de todo jeito é uma festança só, quando a gente tirava retrato antigamente o retratista daqui seu Zé do retrato ganhava dinheiro,em tudo quanto é lugar e eu tava junto, era batizado de jegue, batizado de vaca, casamento de jumento, festa de 15 anos então dessas meninas daqui era uma festa, a roça ficava linda e o retratista tome retrato, nunca ninguém reclamou porque tirou o retrato com A,B,C,D, na verdade do alfabeto inteiro mas hoje com esse negócio de rede social aí tenho é visto coisas lá do arco-da-velha, muita gente tirando retrato do lado de outro e dizendo que aquele cabra ou aquela dona é dele.

A coisa aqui na roça é difícil aqui ninguém engana ninguém, aqui o povo tem lado, aqui ou é fulano ou sicrano, não tem esse negócio de dizer que não sabe de quem é aquela pessoa não, o cabra aqui se disser que é de ciclano ele é do lado desse camarada até o fim, se for do lado de fulano da mesma forma, aqui na roça não tem um peso e duas medidas não, aqui e um peso só.

Outra coisa não tem esse negócio de direito de imagem não, a coisa aqui é logo resolvido chama o cabra e dá a voz para ele, para com isso porque aqui ninguém muda de lado como troca de camisa não o povo da roça tem honra e acabou.”

Visão Cidade

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