Especialista orienta população para evitar transmissão de síndrome pé-mão-boca

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Uma virose pouco conhecida pela população que provoca aftas, febre e coceira, e atinge principalmente crianças tem circulado de forma mais intensa nos últimos dias em Salvador. Causada pelo vírus Coxsackie, a síndrome de pé-mão-boca, geralmente, regride espontaneamente em pouco tempo e quase todos os infectados se recuperam em um período de 7 a 10 dias.

De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), Cristiane Cardoso, o período chuvoso pode estar contribuindo para o aumento da incidência dos casos. Desde a última semana, a Vigilância Epidemiológica do município está monitorando os episódios nas unidades de saúde da capital.

“Primeiramente é importante tranquilizar a população em relação à doença, que é típica da infância. Apesar de estarmos percebendo uma quantidade significativa de ocorrências na cidade, é bom lembrar que de maneira geral o agravo não evolui para complicações com maior gravidade e a cura ocorre espontaneamente aproximadamente após uma semana. Locais de aglomerações como escolas e creches, acabam contribuindo para a transmissão da doença, uma vez que o vírus é de fácil propagação, seja através da tosse e das fezes da criança contaminada, ou de objetos contaminados”, destacou Cardoso, explicando também que por não se tratar de uma patologia de notificação compulsória, ainda não há uma estimativa de quantos indivíduos foram acometidos em Salvador, mas o CIEVS já vem acompanhando a ocorrência dos casos.

A coordenadora apresentou também dicas que ajudam na prevenção do agravo. “Não é recomendado que indivíduos que apresentam os sintomas continuem frequentando escolas, creches e ambiente de grande circulação de pessoas até orientação médica para o retorno. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, evitar contatos próximos como beijar, abraçar ou compartilhar utensílios como talheres e copos, além de limpar ou desinfetar superfícies tocadas com frequência, incluindo brinquedos, são algumas medidas que reduzem as chances de transmissão”, pontuou.

As pessoas que apresentarem sintomas devem se dirigir aos serviços de saúde para diagnóstico médico e orientações quanto o tratamento e controle da síndrome. Não existe vacina para a prevenção da doença.

ASCOM

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