O futuro de Itaparica perante as forças políticas

A força de graykullde Raimundinho,a força estranha de Zezinho,a força gravitacional de Claudio Nevese a força centrípeta de Marlylda Barbuda 

Por Alex Cruz

Na minha última análise política, que fiz logo após às eleições de 2018 (1º turno), deixei de fora Raimundinho, pois não tinha os dados para colocá-lo em minha ótica, mas fui prontamente avisado pelas leitoras Geana Conceição e Débora Reis. Débora, que fez campanha para os candidatos do político, me ofertou os dados , de modo que preciso reformular minha análise acerca da atual conjuntura política de Itaparica, no que se refere à força de cada nome do cenário político de Itaparica e a previsibilidade para 2020.

A reformulação da minha análise também está pautada nas ruas, pois não há cientista político melhor que o povo. E ele, o povo, me convenceu.

Preambularmente, quero deixar claro que política é subjetiva, ou seja, por mais que eu tenha 100%de certeza, de hoje para amanhã tudo pode mudar.

Pois bem, vamos ao que interessa, como dito alhures, a entrada de Raimundinho na minha análise muda algo, mas não muita coisa, pois Débora, ao comentar no meu texto, que escrevi quando estava no Itaparica Alerta, o fez explicando.

Ela disse, por exemplo, que os 765 votos que Luciano Simões teve foi só em Itaparica, e cerca de 1.600 em Vera Cruz. Calma, prezada Débora. Os votos que Luciano Simões teve não são todos de responsabilidade de Raimundinho. Assim como eu, você sabe que o político também teve apoio de Raimundo da honra em Itaparica e do prefeito Vinícius em vera Cruz, de modo que não há como mensurar a força de Raimundinho.

Nesse diapasão, classifico a força desse homem como a força de grayskull, aquela do he-man. Digo isso porque, assim como o herói das histórias em quadrinhos, Raimundinho sempre foi o alter ego (um segundo eu) do príncipe (no caso, o prefeito), e, assim como He-Man que tenta defender o reino de Eternia e o Castelo de grayskull, Raiundinho, no alter ego de um secretário, tentou defender o Reino de Itaparica e a prefeitura Municipal.

Noutro diapasão, imagino que errei quando disse que Zezinho ganharia de Marlylda Barbuda de lavada. Confesso que fui infeliz, pois, inconformado por enxergar em Zezinho uma incógnita, um verdadeiro político sui generis dos demais, e digo político no conceito de Aristóteles (Zoon Politikon) e não no conceito de agente político, pois Zezinho nunca exerceu cargo político, ao contrário dos demais, o que reforça seu perfil Sui Generis, fui assistir vídeos de campanhas anteriores e não gostei do que vi. Vi alguém desprovido de eloquência e oratória em seus discursos, alguém que não passa confiança ao eleitor.

Ademais, nas minhas conversas políticas de rua, percebo que o eleitor de Zezinho não é fiel, mas tão somente declara o voto nele por decepção da atual gestão, ou seja, eleitores de Marlylda que podem voltar atrás caso ela conserte seus erros e eleitores de Cláudio Neves, Raimundinho e Raimundo a Hora. Na verdade, percebo que poucos são eleitores fiéis de Zezinho.

Por fim, analisando criticamente o político aristotélico, me vem à cabeça a canção preferida da saudosa Dona Canô, não porque seu filho Caetano compunha, mas porque Roberto Carlos gravou. Trata-se da canção “força estranha”. Ora, embora, na minha ótica Zezinho seja apenas um político aristotélico, desprovido de eloquência, Sui Generis e sem muitos votos fieis (na minha opinião), devo reconhecer que há uma força estranha que move esse homem, talvez seja a força da perseverança, o que é louvável.

Ainda sobre a música de Caetano Veloso, um trecho dela diz: “Eu vi a mulher preparando outra pessoa (gestando), o tempo parou para eu olhar aquela barriga”. É por esse trecho que faço a analogia, pois acredito que Zezinho vê a mulher (prefeitura) preparando a pessoa (mandato).

Outro trecho diz: “Por isso uma força me leva a cantar, por isso essa força estranha”.
Penso que Zezinho diz: “Por isso uma força me leva a candidatar, por isso essa força estranha”.

Mas lembre-se, Zezinho, há mais dois trechos. O primeiro diz: O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei. O segundo diz: NÃO POSSO PARAR.

Já sobre Cláudio Neves, é muito fácil falar do seu passado, pois, inegavelmente foi um dos melhores, senão o melhor prefeito de Itaparica, mas está cada vez mais difícil falar do seu futuro. Ocorre que o político ainda não se manifestou, ao menos nas entrelinhas, sobre 2020. Seus grandes feitos estão se deteriorando ou sendo reformados pela atual prefeita. Seu legado está vivo na memória do eleitor mais antigo, mas é desconhecido pelo eleitor mais novo, e é por isso que uma campanha para 2020 deveria começar hoje.

Com efeito, classifico a atual força de Cláudio Neves como uma força gravitacional, pois, assim como Newton concluiu que a força que faz com que ela esteja constantemente em órbita é do mesmo tipo que a força que a Terra exerce sobre um corpo em suas proximidades, eu concluo que a força que mantém Cláudio politicamente em evidência é o mesmo tipo de força que as ações sociais exerce sobre o povo. A rádio tupinambá é esse tipo de força.
Por último, analisando uma mudança gerencial na prefeitura de Itaparica, pela primeira vez vou tecer elogios à Malylda Barbuda.

Embora eu seja conhecedor de práticas de improbidade ocorridas na gestão da prefeita, e me posicione tecnicamente em relação a isso, nessa minha ousadia de “analista político”, devo me despir de preconceitos e parcialidades, de modo que, analisando friamente o andar de Marlylda após as eleições, devo admitir que a produtividade de sua gestão, ao que me parece, resolveu seguir um modelo gerencial, àquele que deu origem ao princípio constitucional da eficiência, e isso é muito bom, pois quem ganha é o povo, onde me incluo.

Nesta senda, classifico a força de Marlylda Barbuda como uma força centrípeta , que é aquela que puxa o corpo para o centro da trajetória em um movimento retílineo uniforme, com velocidade modular constante. É justamente essa a força de Marlylda, que privilegiada com a máquina pública na mão pode puxar o corpo (eleitorado) para o centro de sua atenção.

Por fim, já que resolvi falar bem da prefeita, ao contrário do que diz certo canal que vende 40 ovos com baba de moça velha por R$ 10,00, não sou do quanto pior melhor. NÃO, isso seria egoísmo. Isso seria não amar Itaparica e seu povo, mas também não vou fechar os olhos diante de coisas erradas, pois isso também seria não amar a minha ilha.

Sugiro que a prefeita Marlylda reveja quem compõe sua comissão de licitação e continue trabalhando com seriedade. E não vacile porque estou aqui, sempre.



Um comentário em “O futuro de Itaparica perante as forças políticas

  • 31 de outubro de 2018 em 17:52
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    Está quem é mesmo esse tal Alex? Um forasteiro que está em nossa cidade. Qual é mesmo as pretensões desse indivíduo…

    Resposta

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