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Pane em sistema do Inmet deve ser resolvida até o final do dia

A pane que afetou o sistema no-break do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, provocada por um raio na tarde deste domingo (4) e que prejudicou a previsão do tempo no país e na América do Sul, deve ser solucionada até o final do dia. No momento, as instalações do instituto estão operando com a energia de um gerador e os funcionários trabalham, por ora, sem telefone nem internet e apenas com parte dos computadores ligados.

O sistema no-break tem como finalidade manter estável o fornecimento de energia elétrica que alimenta o supercomputador de monitoramento meteorológico, importado da Itália há cerca de oito anos. Foi a primeira vez que uma falha dessa proporção danificou o equipamento.

De acordo com o vice-diretor do Inmet, José Mauro de Rezende, as baterias do sistema devem ser trocadas a cada sete anos e já são objeto de um processo licitatório em andamento. Ele informou também que o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) ofereceu auxílio para que o funcionamento seja restituído mais rapidamente.

Uma equipe de cerca de 20 profissionais do próprio Inmet, da Embratel e da Companhia Energética de Brasília foi convocada para fazer os consertos necessários e agora foca na medição da tensão elétrica e no religamento do sistema que, segundo Rezende, certamente sofreu estragos em algum ponto, pela parada abrupta.

Representante nacional da Organização Meteorológica Mundial, o Inmet é um dos principais polos responsáveis por retransmitir a outros países da América Latina dados meteorológicos, juntamente com a Argentina. Hoje, após o ocorrido, os centros regionais desses países, inclusive o de Washington, contarão somente com informações coletadas por Buenos Aires. Na prática, até mesmo a Defesa Civil, que emite alertas sobre fenômenos que representam risco à população, será lesada pelas perdas decorrentes da descarga elétrica.

“A gente funciona até as 3h30, todos os dias do ano. [A pane] cria dois problemas: um em nível local e um em nível internacional. Aqui em Brasília, temos a sede, além dos dez escritórios espalhados pelo país, que fazem previsão do tempo, atendimento à imprensa. Além disso, temos a maior rede de estações meteorológicas que fornecem não apenas dados de chuva, mas de temperatura, como umidade e vento. E no escopo internacional, temos outras instituições que recebem os nossos dados, a exemplo do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Cindacta, que recebe nossas imagens de satélite e, por conta desse quadro, a gente teve problemas na comunicação das estações na rodada do modelo numérico de previsão do tempo. Brasília, hoje, não vai conseguir informar em tempo hábil”, explicou a chefe de Análise de Previsão do Tempo do Inmet, Morgana Almeida.

Morgana ressaltou que recursos públicos poderiam minorar as chances de algo semelhante tornar a acontecer, embora o sistema ainda esteja suscetível a “intempéries do tempo e do clima”.

O vice-diretor do Inmet destacou que o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, visitou o Inmet no último dia 27 e, na oportunidade, reconheceu o valor do serviço aos ramos agrícola e agropecuário e, ainda, a necessidade de ampliar os investimentos federais reservados para o instituto.(AB)

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