Ex vice prefeito de Itaparica solta o verbo nas RS

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Rogério Emílio Franz Passos Conceição, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Itaparica, comenta a entrevista (09/11/2017) de Marlylda Barbuda dos Santos, Prefeita de Itaparica:
“Pessoal, é uma mistura de incompetência, irresponsabilidade e arrogância. De qualquer forma configura crime de responsabilidade. E a prefeita confirmou isso em sua própria fala.

O erro iniciou na transição que ocorreu “proforma”, só para dizer que fez, porque é obrigatório por lei. Naquele momento, a nova gestão deveria detalhar seu conhecimento sobre diversas questões, inclusive sobre a questão fiscal, arrecadação. Mas a verdade é que nunca se prepararam para gerir o município. Se prepararam para chegar ao poder… e a um custo muito alto!

Realizaram um processo seletivo fraudulento para atender ao empreguismo da base eleitoral. Aí vem o primeiro prejuízo à população: pessoas mais qualificadas não foram “aprovadas” dando lugar a pessoas com menor experiência e conhecimento, implicando em uma prestação de serviço público com menor qualidade.

Empregou muita mais do que poderia, ou melhor, “deveria”. Pois é fato que o índice de pessoal está acima do limite prudencial de 54% da receita corrente líquida – RCL, total da arrecadação do município. Nesse momento deve se aproximar dos 65% ou 70%. E o pior é que a prefeita foi informada pela própria assessoria contábil (em agosto, segundo seu próprio discurso) de que o índice de pessoal estava acima do limite permitido pela LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal e, conforme suas próprias palavras, ela não tomou as medidas cabíveis para não gerar um problema social. Outro crime de responsabilidade. Pessoal, alguns gestores devem compreender que só DEVEM fazer o que é PERMITIDO pela lei, não o que ACHAM ou QUEREM ou DESEJAM…

A ausência de planejamento estratégico em uma gestão resulta nesse tipo de problema gravíssimo. Também, o que esperar de quem nunca discutiu os problemas e a realidade do município de forma estruturante e sistemática? Esse é o resultado da valha política do empreguismo e do achar que na hora da próxima eleição se faz alguma coisa porque o povo tem memória curta.

A arrogância da crença na impunidade também é um fator agravante. Está se confiando em quem ou no que para achar que não haverá sanções?

Muito triste, isso!

Contudo, eu e o grupo ao qual pertenço, estamos à disposição para elaborar um planejamento estratégico para nosso município.

Para complementar, ela utilizou a mesma desculpa do prefeito anterior quando provocou a mesma situação: evitar um problema social.

Todavia, ações que gerariam emprego, renda e trabalho não foram efetivadas.”

(Emílio Franz  RS)



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