Você sabe o que é e qual é a função de uma UPA?

A UPA, sigla de Unidade de Pronto Atendimento, é um serviço intermediário entre a atenção básica (ESF/UBS) e as unidades hospitalares. Trata-se de uma unidade de saúde que funciona em horário integral, inclusive nos fins de semana. É um novo modelo de atendimento, um novo conceito em saúde. A unidade está equipada para atender aos usuários em necessidades de pronto atendimento e qualquer situação de emergência.

UPA tem consultórios de clínica médica, pediatria e odontologia, serviços de laboratório e raio-x. Também conta com leitos de observação para adultos e crianças, salas de medicação, nebulização, ortopedia e uma “sala de emergência”, para estabilizar os pacientes mais graves até serem levados a um hospital. A UPA 24 horas também está preparada para realizar pequenas suturas.

Os cidadãos precisam conhecer a função da UPA para utilizar o serviço sempre que necessário, de forma adequada.

COMPETÊNCIA DA UPA

I – Urgência e emergência traumáticas e não traumáticas

II – Realização de exames laboratoriais, eletrocardiográficos e radiológicos para diagnosticar situações de urgência e emergência

III – Distribuição de medicamentos para que o paciente realize o tratamento domiciliar em situações de urgência

IV – Apoio ao atendimento de unidades móveis do Corpo de Bombeiros como referência para pacientes com emergências, que possam lá ser resolvidas no local, ou apoio médico a unidades básicas ou intermediárias

V – Realização do transporte de enfermos que lá tenham recebido seu primeiro atendimento

VI – Estabilizar pacientes com emergências, removendo-os imediatamente após regulação para o hospital de referência

NÃO É COMPETÊNCIA DAS UPAS

I – Consultas médicas de segmento ou ambulatoriais

II – Abrigo de indigentes e pessoas que não apresentam alguma urgência médica

III – Realização de exames eletivos

IV – Troca de curativos

V – Revisão de suturas e retirada de pontos

VI – Realização eletiva de exames laboratoriais

VII – Internação de pacientes

VIII – Realização de procedimentos cirúrgicos

IX – Distribuição de medicamentos de uso crônico

X – Realização de procedimentos eletivos médicos ou odontológicos

SAIBA MAIS

O que acontece a partir a entrada de um paciente na UPA 24 horas?

Se for um caso grave, o paciente entrará direto na &ldquosala de emergência&rdquo, onde receberá o atendimento necessário até que seu quadro clínico seja estabilizado e ele possa ser removido para um hospital. Todos os demais pacientes deverão se dirigir á recepção da UPA 24 horas, onde serão atendidos não por ordem de chegada, e sim conforme a gravidade do caso. Quem faz esta triagem, chamada de &ldquoclassificação de risco&rdquo, são profissionais de saúde qualificados e treinados. Ninguém sairá da UPA 24 horas sem ser atendido.

Por que a UPA 24 horas ajuda a reduzir o movimento nas emergências dos hospitais?

A UPA 24 horas diminui o número de pacientes na fila dos hospitais porque tem condições de resolver muitos problemas de saúde que levam as pessoas a procurar as emergências hospitalares, Sete em cada dês pacientes que chegam aos hospitais não são casos de emergência e acabam superlotando essas unidades. Estes casos são tão importantes quanto os mais graves, podem e devem ser atendidos na UPA 24 horas e encaminhados para unidades básicas para segmento de tratamento. Na UPA, vamos atender, por exemplo, pessoas com dor de cabeça, febre, mal estar, crises de pressão alta e diabetes.

OBJETIVOS

A UPA é uma estrutura que busca contribuir para a melhoria dos serviços de Saúde oferecidos à população. São objetivos da UPA:

1- Reduzir a procura pelas emergências hospitalares por pacientes com casos de urgência de baixa e média complexidade.

2- Garantir acesso da população o atendimento de urgência, inclusive com exames laboratoriais e radiológicos.

3- Fazer atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência de qualidade e resolutivo à população.

4- O primeiro atendimento rápido, estabilização e observação de pacientes por períodos de até 24 horas, de acordo com a classificação de risco, antes de sua remoção para o tratamento definitivo ou liberação para acompanhamento ambulatorial.

5- Apontar o direcionamento para os hospitais da rede, pela Central de Regulação de Vagas dos casos com necessidades de internação.

6- Encaminhar os enfermos que realmente necessitam de cuidados hospitalares.

7- Realizar o sistema de atendimento pré-hospitalar móvel servindo como referência de casos com menos complexidade que necessitem de observação ou de procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência ambulatoriais.(GERPON)



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